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"Dançamos ritmados pelas batidas de nossos corações."
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Rheinland

Em 22 de outubro de 1994, nascia em Petrópolis, o Grupo de Danças Folclóricas Alemãs Rheinland Pfalz. Surgia então, uma resposta aos que ansiavam pelo resgate e disseminação de tal cultura nesta cidade, que recebera em 1845 as primeiras famílias de colonos alemães, os quais foram responsáveis pelo desenvolvimento desta que, atualmente, orgulha-se do título de única cidade imperial das Américas.

Danças Folclóricas

A dança é arte, é natural como o gesto, que não é senão o eu instrumento. A dança, seguindo uma filosofia, é a matriz da cultura, a mais alta expressão da vida. A dança representava em países como Alemanha e Polônia um costume realizado após as tarefas do campo, como forma de diversão e convívio.
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Escrito por Rheinland Pfalz   
Qua, 11 de Novembro de 2009 10:20

Um dia com o Rheinland Pfalz


Os grupos alemães seguem seus compromissos durante todo o ano, já falamos do Kaiser e agora é a vez do Rheinland.

Em sua agenda uma apresentação em Campo Grande no CTG Desgarrados.

A viagem está marcada, saída às 08h00min horas da manhã do dia 08/11/09 da Praça Pauster, o caminho a ser percorrido é longo, são em média três horas de viagem, o ônibus sai, segue seu caminhos pelas Duas Pontes, vamos buscar outros integrantes que estão aguardando na Montecaseiros, nova parada...
os amigos entram e se cumprimentam, as conversas animadas dão mais alegria ao ônibus, os meninos riem, os toques de celular engraçados começam a fazer parte da viagem, agora vamos em busca do coreografo e demais componentes que moram no Bingem, são inúmeros os assuntos, o Rheinland já está todo em clima de festa no final do ônibus, brincando, sorrindo, descontraindo os convidados que com eles vão compartilhar um dos melhores eventos que nós do Acorda Petrópolis já vimos.

Todos se dão as mãos é rezado um Pai-Nosso seguido da Ave Maria, a proteção e pedida e nosso ônibus segue viagem. Com que alegria o Rheinland viaja, as brincadeiras envolvem todos os participantes, inclusive é lembrado a cena cômica de uma mochila que fez uma passeio extra dentro do rio, pouco antes de sairmos da Praça Pauster, ouço então: “tinha que ser do Carlos”!, Muitas gargalhadas e logo estavam falando de outros assuntos, bem verdade que os meninos falam muito de filmes de ação ou mesmo da ação na vida real, tinha um rapaz contando como ajudou a salvar a vida de outro e mostrando a foto pelo celular, é realmente impressionante como estamos em momentos certos nas horas certas para auxiliar o próximo, graças ao procedimento do rapaz os paramédicos chegaram e tudo foi resolvido. Também relembravam a apresentação na semana anterior em Niterói e como interagiram com o público na Sten Polca.

Chegamos ao bairro Bingem, os integrantes entram e surgem mais comentários alegres, ah houve um pequeno esquecimento, nada que atrapalhe a viagem, quando estão todos no ônibus, chega o momento de seriedade, de pedir proteção a Deus para que a viagem seja tranquila e sem nenhum contratempo.

Diga-se de passagem, que se fossemos comparar algum integrante com bichos Nina ganharia, em determinados momentos parecia uma formiga carregadeira, levava toda a comida para a boca, outra era uma maritaca, falava e falava sempre, segundo alguns meninos do grupo, ela é um molequinho, pra mim uma pulguinha que não para quieta um minuto se quer. Aline e Carla as modelos simpáticas, sorriso para todos, com muita elegância e postura, e a menina que todos chamavam de “ Olho junto?” Linda e animada.

Mas espere ouço alguém chamar a Uni, depois o Bob, e lá estava todo mundo gargalhando novamente, o assunto ora a Caverna do Dragão, desenho nunca terminado. Quase chegando ao local, eis que o ônibus é parado pela policia, lá vai o motorista com toda a documentação e volta o motorista, para chamar o Tio Valmir e Desce Juliano e nada do ônibus seguir viagem, mas, diga-se de passagem, que outros dois ônibus nem ficaram parados tanto tempo... então desce Aline, Felipe e finalmente desce o Fred e tudo é resolvido.

Seguimos nossa viagem, ônibus com ar condicionado, num clima maravilhoso, era difícil imaginar o calor que se fazia lá fora.
Chegamos, a dança, só vai ser a tarde o CTG todo aberto, ao descer do ônibus, em um voo baixo o Quero-quero, ave típica do Sul do país, maravilha da natureza, nada melhor do que uma chegada com uma recepção dessas em uma localidade que nasceu em 1877, trazendo a cultura Rio-grandense para o sudeste.
É hora de se divertir, refrigerante, salgadinhos, piscina, salão de jogos, T.V. exposição de artesanato, por onde passávamos as cores vivas da bandeira do Rio Grande do Sul, o espaço reservado para as custelas teria um típico almoço Gaúcho, alguns de bombacha, outras de prenda, É a quarta festa das etnias. Ah o Brasil, tamanha a riqueza cultural!

Na piscina, muitos integrantes brincando em um calor que praticamente chegava aos 40º graus, o Boninho (Raul) sentado na beirada, mesmo no raso é complicado, tem fobia, mas não deixou de rir muito.
Apresentação de dança Italiana, quem nunca viu se surpreendeu, estávamos muito acostumados com o alemão e algumas homenagens de alguns grupos alemães que dançam a Tarantela, mas nada comparado a toda uma apresentação italiana, foi como uma viagem ao passado, viajar no tempo dos bailes de máscara no carnaval veneziano.

Às 13h00min horas foi servido o almoço, muito bem organizado, uma quantidade extraordinária de pessoas, durou aproximadamente duas horas. Às 15h30min o Rheinland faria sua apresentação, hora de se trajar, os penteados das meninas, trajes limpos, passados, e sobe zíper dali e ouvem-se os meninos aos risos no quarto vizinho, e o laquê para manter o penteado, fitas, broches, maquiagem, brincos, nossa que canseira e que calor!

O Rheinland não teve tempo de ensaiar, na semana anterior esteve em Niterói em uma apresentação de quatro tempos com 16 danças típicas. É hora de passar a sequência, e é levado muito à sério ao ponto de formarem as danças e relembrarem os passos e movimentos, levam em média 15 minutos e seguem para a apresentação, que aliais foi de tirar o fôlego, danças longas, alegres, dinâmica, de interação com o público como a Dança do bêbado.

O grupo fechou a apresentação com Pommersche Krakowiak, foram muito aplaudidos e em agradecimento pela apresentação lhes foi entregue uma placa.
A apresentação termina por volta da 16h30min, os integrantes exaustos devido muito também ao calor seguem para a merecida troca de roupa, descanso e banhos refrescantes.

Enquanto isso seguiu as apresentações. A única que não vi foi à portuguesa, mas posteriormente a ela teve uma que surpreendeu muito a minha pessoa, que ali estava representando o Acorda Petrópolis, por que o CTG deu um show de respeito a todas as crenças, mostrando a diversidade cultural do Brasil, trazendo para uma apresentação no mínimo emocionante a Companhia Senzala de Estudos, Teatro e Danças Corporais que apresentou tamanho conhecimento Cultural, de origem, bem como o Gingado da Capoeira, a dança que homenageia os afro-descendentes, na época da colheita do café no Brasil Império entre outras danças típicas.

É, realmente o CTG quebrando preconceitos, por que muito se afirma que os sulistas são preconceituosos por ter sido colonizados mais por europeus e “raças puras” e isso realmente caiu por terra ali naquele momento, éramos todos filhos e filhas de uma cultura desprendida de amarras, das algemas da alma, como se fosse um grito a ser ouvido, de liberdade verdadeira e de respeito a pluralidade cultural de nosso país.

Após veio fechando as apresentações do dia, o grupo gaúcho do CTG, lindos, entre as danças A Maçarico, e um sapateado emocionante de menininho que no máximo tem seus 7 ou 8 anos.
Nossa despedida foi às 05h20min quando o ônibus retornou para Petrópolis. E se alguém achou que haveria descanso? O Rheinland voltou com todo o gás, nas brincadeiras nas gargalhadas, fizemos uma parada em Caxias, para um lanche e segue a foto que se encontra dentro da lanchonete no segundo piso, nos sentimos em casa! É a força Cultural em todos os lugares!

Renata ganhou o apelido de coxinha, já que Raul seu esposo é o bolinho, foi muito bom vê-la rindo, brincando e se divertindo com todos. O Maguinho, bem esse só o grupo pode falar, é tão hilário que não dá nem pra explicar, Maicon “radialista da voz do Brasil” e todos os integrantes estava a apresentar a rádio do Rheinland na volta para a casa, é também uma figura! Dentro de todos os apelidos e comentários eu deixo aqui as brincadeiras com o Gambá, que até agora eu não consegui descobrir quem era e algo com polenguinho que virava e mexiam eles falavam e caiam todos na gargalhada.

Lição dentro e fora da festa: Muitas vezes falamos desse ou daquele grupo, mas falamos sem conhecer, julgamos, não priorizamos a cultura, menos ainda priorizamos o público, competimos! Seria tão bom se os grupos de Petrópolis não competissem, não julgassem, fizessem suas apresentações sem criticar a dos outros, pois exatamente isso que vimos ao acompanhar o Rheinland.


Eles não dão ênfase as criticas destrutivas, não revidam ações o que posso chamar de burocracias infantis, faz pela cultura, pelo público com dedicação ao contratante, pelo amor a dança e respeito aos companheiros, como todos os grupos que participaram desse evento fizeram!




Finalizando que essa luz que trazem na alma nunca se apague!



Carla

Fred

Aline Bade
Walmir

Aline Kroker

Raul

Renata
Priscila

Marcela
Fernando

Parabéns ao Rheinland Pfalz!


Maicon

Magno

Dona Lourdes


Gustavo
Carlos
Esse foi um dia inesquecível!

Juliano

Janaína

 

Felipe

Fernanda

 

 

 

 

Por Monique Bertoldi - Acorda Petrópolis

http://acordapetropolis.ning.com/ 

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"Dança é a única arte na qual nós mesmos somos o material de que ela é feita."

(Ted Shawn)

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